Imigração – CCP defende apreciação das alterações pela Concertação Social

Em nota hoje enviada à comunicação social, a CCP, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, cuja Direção a APCMC integra, exige que as recentes alterações aprovadas pelo Governo sejam levadas à Concertação Social para que os parceiros sociais analisem as respetivas implicações para a economia e em particular para o comércio e serviços.

«Informação à comunicação social

CCP pretende levar à Concertação Social o tema das novas regras para a imigração

 Lisboa, 26 de junho de 2025 – A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) pretende que as recentes alterações à Lei da Imigração, aprovadas pelo Governo, sejam levadas a reunião da Concertação Social, para que se analisem as implicações das mesmas para a economia e, em especial, para os setores do comércio e dos serviços.

João Vieira Lopes, presidente da CCP, considera que: “Em nosso entender os serviços públicos devem ajustar-se aos fluxos necessários ao funcionamento da economia e da sociedade portuguesa, e não o contrário. Não podemos inverter as prioridades. Daí a importância de levar estes temas à Concertação Social”.

Para a CCP é importante, antes de mais, ver como será a tradução legislativa das medidas agora anunciadas. Em paralelo, e uma vez aprovadas as alterações ao atual regime, é fundamental haver um acompanhamento, pela sociedade civil, em especial pelas confederações de empregadores, da execução destas alterações.

Entendendo serem legítimas as preocupações relativas à necessidade de combater a imigração ilegal, de melhorar a integração dos migrantes e de lhes garantir um adequado conhecimento da língua e da cultura portuguesas, João Vieira Lopes salienta existir algum receio sobre “O impacto das alterações/limitações que se pretendem introduzir às entradas de cidadãos da CPLP, tendo em conta o peso, crescente, nomeadamente de trabalhadores brasileiros nos nossos sectores”.

A exigência de um novo parecer, da unidade de fronteiras do Sistema de Segurança Interna na atribuição destes vistos, será mais um fator de atrasos para a concessão de vistos, para dar um exemplo”, conclui o presidente da CCP.

A CCP mantém-se, naturalmente, disponível para cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Imigração Laboral Regulada, mas o Governo tem que garantir a necessária celeridade na atribuição de vistos e dar um impulso a algumas políticas, em especial à política de habitação, matéria tratada de forma muito insatisfatória no Programa de Governo.»

 

 

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